
A Ira Humana e a Ira Divina
“Melhor é o longânimo do que o valente, e o que governa o seu
espírito do que o que toma uma cidade”. (Provérbios 16:32)
A IRA HUMANA gera conflito, vingança e violência. O coração natural
reflete uma atitude individualista, uma tendência de seguir os “próprios
caminhos”; de satisfação própria, de auto-proteção, de
auto-adoração e de autopromoção. “A ira humana sente ódio,
despeito e amargura. É egoísta e auto-destrutiva, e a vingança
retribui na mesma moeda ou pior”. Esta foi justamente a origem do
pecado – a busca dos próprios interesses. No íntimo, queremos
sempre ser o maior e ou o melhor. A competição toma seu lugar e o “espírito
de rivalidade diminui o coração, produzindo caracteres opostos
àquilo que realmente queremos”. Na busca dos próprios interesses, o
egoísmo aflora, a ira toma seu lugar no coração gerando violência
que pode se manifestar por palavras ou atitudes.
Vivemos num mundo em que o stress está em alta temperatura, chegando a
atingir crianças e animais. Esse stress deixa-nos irritados e de mau
humor. Neste momento, basta uma pequena ofensa, ou algo que deu errado
para a ira atingir o ápice; o palavreado é baixo e muitas outras
coisas podem ocorrer.
Bem, e o que se pode fazer para mudar esse temperamento? Só existe uma
maneira: “Que Cristo Jesus seja o seu exemplo quanto a atitude a
tomar na hora da ira. Pois Ele, que sempre foi Deus por natureza, não
se apegou às suas prerrogativas como igual a Deus, mas desnudou-se de
todo o privilégio, consentindo em ser um escravo por natureza e
nascendo como homem mortal. E, tendo-se tornado homem, Ele se humilhou,
vivendo em obediência absoluta, a ponto de morrer, e a morte que Ele
morreu foi a de um criminoso comum”. (Filipenses 2:5 a 8 –
Phillips) Ele disse: “Aprendei de mim que sou manso e humilde de
coração...” (Mateus 11:29). Você pode perguntar: Existe a ira
justa? Sim, existe. “Há uma indignação justificável quando vemos
que Deus é desonrado e exposto ao descrédito; quando vemos o inocente
opresso, uma justa indignação agita a alma. Tal ira nascida da
sensibilidade moral, não é pecado”.
A IRA DE DEUS é muito diferente da ira humana. É uma ira contra o
pecado e não contra o homem. Para entender a ira divina, precisamos
entender melhor a Deus. Sua natureza é amor; uma mistura de justiça
com misericórdia, verdade e graça. Esse é um atributo essencialmente
divino. Ninguém no Universo possui tal capacidade. Jesus veio a este
mundo revelar o Pai em seu verdadeiro caráter, para remover as falsas
concepções que os homens mantém até hoje sobre o caráter divino.
Deus ama o pecador, e faz tudo para que ele reconheça seus erros e
clame por perdão. E a Sua mão está estendida ao homem o tempo todo.
Mas aqueles que rejeitam a Deus e o Seu perdão, tem desejo de
permanecer em terreno inimigo. Pisar em terreno inimigo já é
perigoso, permanecer nele é mais perigoso ainda. Aqueles que
escolherem permanecer no pecado, não tem prazer nas coisas de Deus.
Essas pessoas nunca poderão encontrar felicidade em um mundo de
justiça que Deus tem preparado para aqueles que o amam. Os que
rejeitam a misericórdia de Deus, ceifarão aquilo que semearam. Assim,
Deus lhes condenará o fruto de sua própria “plantação”. Trarão
sobre si mesmos a ira divina contra o pecado que tanto acariciaram.
Deus não tem prazer em condenar a quem quer que seja (ver Ezequiel
33:11).
Haverá um julgamento final onde Deus destruirá o mal que não se
levantará pela segunda vez. Nessa destruição do mal, a ira de Deus
será derramada sem mistura de misericórdia. Assim é que o pecado
será erradicado da Terra juntamente com o autor do pecado, bem como
também todos aqueles que amaram mais o pecado do que a Deus. Esse
julgamento final é chamado de “o estranho ato de Deus”.
Deus tem procurado reconciliar a humanidade pecadora consigo mesmo
misturando misericórdia com justiça, concedendo graça e tempo
suficiente para o arrependimento e uma decisão inteligente e
consciente. Portanto, ninguém terá como justificar-se dizendo que
não teve oportunidade. A oportunidade existe agora, mas chegará o dia
em que o cálice da paciência de Deus transbordará, e a porta da
graça será fechada sem aviso prévio. Mas você não precisa beber do
cálice da ira de Deus. A oportunidade para reconciliação com Ele
ainda existe e o momento é agora. Não deixe de faze-lo.
Margareth Bravo
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